Nas Nalgas do Mandarim

Nalgas Film Festival: nada como uma nalga firme

Nalgas Film Festival

Fomos falar com as “Nalgas” para sabermos mais sobre o “Nalgas Film Festival“, um festival concentrado num único dia, e que terá bastantes actividades e filmes para todas as nalgas que estiverem presentes no Cinema Passos Manuel (Porto) no próximo dia 3 de Dezembro (sábado):

CEP: Como surgiu a ideia de criar o Nalgas Film Festival?

Nalgas: Começou como uma brincadeira algures durante o ano passado do nosso podcast (Nas Nalgas do Mandarim) depois de um episódio em que rimo-nos um bocado com aquela malta que fica quinze minutos a bater palmas em pé em Cannes após acabar a exibição de um filme. Colocámos um cartaz falso muito enigmático nas nossas redes sociais como que a anunciar um festival nosso durante o ano de 2022. O feedback foi tão positivo e inesperado – muitos dos nossos seguidores quiseram logo saber local e data prevista – que pensámos: porque não? Mãos à obra, e-mails e mensagens para amigos nossos do meio e, surpresa, com a boa vontade de muita gente, era possível.

CEP: O Festival terá lugar no histórico Cinema Passos Manuel. Porquê esta escolha?

Nalgas: Foi a escolha óbvia, dada a nossa ligação à iniciativa Passos no Escuro, organizada pelo José Santiago, um bom amigo das Nalgas. O espaço é fantástico, o ambiente é único e já tínhamos lançado um dos nossos anuários do Videoclube do Sr. Joaquim lá em Janeiro de 2020, juntamente com a exibição do “Army of Darkness” do Sam Raimi. Foi um sucesso. Além disso o José está por dentro de todas as questões legais associadas às exibições, ajudou-nos a tratar de todo esse processo, e as condições/custos de utilização do espaço são mais do que justas para um projecto tão de nicho como este. Um festival com “Nalgas” no título. Não estou a ver muitos locais prontos para nos receberem (risos)!

CEP: Quais são os principais destaques deste Festival e aquilo que o faz ser único em Portugal?

Nalgas: Bem, não sei se teremos algo que nos faz ser únicos sem ser o nome ousado, mas também não estamos preocupados com isso. Para nós, tudo o que vamos fazer e exibir durante o festival merece destaque. Das curtas-metragens do Filipe Melo, do Francisco Lacerda, do Luís Alves ou do Ricardo Machado, à exibição muito especial – não quero estragar a surpresa – do “Anguish” do Bigas Luna, sem esquecer os pequenos eventos laterais – feira para colecionadores cinéfilos com estreia exclusiva de um vídeo do Cineblog sobre coleccionismo ao lançamento e sessão de autógrafos de três livros, entre eles o nosso novo anuário -, tudo é especial, tudo foi tratado e encaixado na programação do festival com carinho e atenção.

CEP: O que esperam da reacção/experiência do público que irá estar presente no Nalgas Film Festival?

Nalgas: Bem, primeiro de tudo esperamos não ter a sala vazia (risos). O que é um risco, até porque ninguém diz ou convida a namorada, o marido ou a mãe para ir ao Nalgas Film Festival. Parece um festival de pornografia do saudoso CineBolso no Saldanha. Saudoso porque… bem… não, não costumávamos ir. Esqueçam o saudoso. Depois os que forem, sejam vinte ou os cento e oitenta que lá cabem, de certeza que vão gostar e divertir-se. Até porque foram corajosos e simpáticos o suficiente para marcar presença.

CEP: Teremos mais edições deste Festival?

Nalgas: Depende, claro, do sucesso desta edição. Não vejo porque não se correr bem, nem razão para repetir se correr mal. Sala cheia, Nalgas pujantes para 2023. Sala vazia, Nalgas descaídas. E nada como uma nalga firme.

Cartaz Nalgas Film Festival

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