Arranca hoje a edição 2022 do Festival Política

Notícias Política

 

 

Até domingo, e sob o tema da Desinformação como ferramenta de manipulação da opinião pública, contam-se mais de 20 filmes, entre os quais a estreia do novo documentário de Tiago Pereira, debates, concertos e performances, mas também o espectáculo de humor de Hugo van der Ding, a exposição de fotografia de Pauliana Valente Pimentel e o regresso presencial do Cara a Cara com os Deputados.

No primeiro dia do festival, “Quo Vadis, Aida?”, de Jasmila Zbanic, é exibido na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge.

 

 

É já hoje que começa mais uma edição do Festival Política. No Cinema São Jorge, e com a Desinformação como tema central e a guerra na Europa como pano de fundo, este ano, o principal festival do país dedicado à cidadania e aos direitos humanos, com entrada gratuita e tradução para Língua Gestual Portuguesa, questiona a forma como “a desinformação pode pôr em causa a crença dos cidadãos nas instituições, como promove os populismos e as discriminações, e como pode afastar os cidadãos da participação na vida pública”, explica o co-director artístico Rui Oliveira Marques.

Neste âmbito, a abertura do Política, hoje, às 17h30, dá-se com o debate “A desinformação entre duas comunidades: pessoas com deficiência e pessoas Surdas. Que mitos sociais têm de ser desconstruídos?”, para se discutir a falta de equidade no acesso à educação, cultura e vida em sociedade. Mais tarde, pelas 19h00, tem lugar a conversa “27 de maio em Angola: desinformação, auto-censura e silêncios”, que junta o músico Chalo Correia e membros da Associação 27 de Maio, com moderação do jornalista e antropólogo André Soares.
O primeiro dia do festival termina com a projecção da longa-metragem de Jasmila Zbanic, “Quo Vadis, Aida?”, nomeada para o Óscar de Melhor Filme Internacional em 2021. Antes da sessão, na sala nobre do Cinema São Jorge, é feita a evocação do vencedor do Prémio Sakharov 2021: o activista russo e principal opositor de Vladimir Putin, Alexei Navalny.

Para o dia 22 de Abril, às 17h30, está prometido o debate “Como lidar com o crescimento da extrema-direita em Portugal?”. Com a curadoria da plataforma digital Setenta e Quatro, o foco desta mesa está em como as forças democráticas podem combater a desinformação, o discurso de ódio e esta (nova) extrema-direita no espaço político público.
Também na Sexta-feira, o regresso presencial do Cara a Cara com os Deputados é um dos momentos mais aguardados do Festival Política. A partir das 18h15 e durante 5 minutos, os participantes inscritos conversam individualmente com um deputado representante de um partido eleito para a Assembleia da República sobre um tema, dúvida ou questão. Inês Sousa Real (PAN), Bernardo Blanco (IL), Alexandre Poço (PSD), Rui Tavares (Livre), Pedro Anastácio (PS), Joana Mortágua (BE) e Alma Rivera (PCP) compõem o painel de deputados. Para participar, é necessária inscrição prévia através do e-mail: participa.politica@gmail.com.

No cinema, durante este dia, destacam-se os documentários “My heart is there, my body is here”, de Pedro Cruz e João Doce, sobre a realidade dos refugiados em Portugal, e “A nossa bandeira jamais será vermelha”, de Pablo López Guelli, que aborda o papel dos jornalistas independentes na luta contra o embargo informativo imposto pelas famílias que dominam o sistema de informação no Brasil.

Ainda no grande ecrã, mas no Sábado, dia 23, às 17h00, os filmes portugueses, “Bustagate”, de Welket Bungué, e “Alcindo”, de Miguel Dores, abordam dois casos trágicos e verídicos em que imperam o racismo, a violência e a desigualdade social em Portugal.
Às 18h, na sala Manoel de Oliveira, a não perder também a estreia o novo documentário de Tiago Pereira, “A música invisível”, que explora a riqueza e a influência da música cigana, numa viagem de norte a sul do país, acompanhada de um concerto do grupo Família Gitana.
Na mesma sala, às 21h30, sobe ao palco o humorista Hugo van der Ding com a estreia do espectáculo “A grande mentira”, sobre os mitos e enganos da nossa História.
A sessão maiores de 18 – Sexo no feminino, com as curtas-metragens “Tout le monde dit la chatte”, da realizadora francesa Clémentine Beaugrand, e “A arte do sexo”, do português Matheus Ribeiro Nogueira”, é o remate para esta noite.

Para o último dia, 24 de Abril, logo ao início da tarde, “O Teu Nome É”, de Paulo Patrício mostra um olhar sobre o caso de homicídio de Gisberta Salce Jr., confrontando diferentes perspectivas e dimensões da condição humana. De seguida, a curta “Ava Kuña, Aty Kuña; mulher indígena, mulher política”, de Julia Zulian, Fabiane Medina e Guilherme Sai, faz uma abordagem poética da resiliência política das mulheres indígenas brasileiras. Pouco depois, na Sessão Revolução e na véspera do 25 de Abril, “Rua do Prior 41”, de Lorenzo d’Amico de Carvalho, acompanha a ocupação de uma casa nessa rua de Lisboa que, após a Revolução dos Cravos, se torna a sede da Associação Revolucionária de Amizade Portugal-Itália e traz centenas de jovens do mundo inteiro para verem o “país mais livre da Europa”.
O Festival Política encerra com “Negras” – uma conversa do colectivo Mulheres Negras Escurecidas, que vai reflectir sobre a percepção das mulheres negras na sociedade, e uma apresentação da música da artista luso-santomense Sílvia Barros, com a curadoria da revista online Bantumen.

Durante os 4 dias do Política, nos foyers do Cinema São Jorge, marcam presença as exposições “Quel Pedra”, da fotógrafa Pauliana Valente Pimentel, e “Reconstituição Portuguesa”, uma amostra ampliada do livro com o mesmo nome que simboliza um exercício de liberdade poética no ano em que se celebram 48 anos sobre o 25 de Abril.

Os eventos do festival são de acesso gratuito e têm um compromisso com a inclusão – todas as sessões de cinema têm legendagem em português (incluindo os de língua portuguesa) e todas as actividades são acompanhadas por tradução em Língua Gestual Portuguesa. Em www.festivalpolitica.pt encontra-se a informação completa sobre a acessibilidade física do espaço.
Os bilhetes para cada dia são levantados apenas no próprio dia, na bilheteira do Cinema São Jorge, Quinta e Sexta-feira, das 13h00 até ao início da última sessão, e Sábado e Domingo, das 10h00 até ao início da última sessão.

Depois da edição em Lisboa, o Festival Política sobe para Braga, onde acontece de 5 a 7 de Maio.

O Festival Política é um conceito da Associação Isonomia e conta com a direcção artística de Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques. Com co-produção da EGEAC e da Produtores Associados, o Política tem o apoio institucional da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, Instituto Português do Desporto e Juventude, Parlamento Europeu – Gabinete em Portugal, Comissão Nacional de Eleições, Câmara Municipal de Braga, InvestBraga, a par das agências FCB e this is ground control. O festival decorre no Cinema São Jorge, de 21 a 24 de Abril (Lisboa), e no Centro de Juventude de Braga, de 5 a 7 de Maio (Braga).

Toda a informação em www.festivalpolitica.pt

 

***

 

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL POLÍTICA 2022

CINEMA SÃO JORGE

 

21 ABRIL (Quinta-feira)

17h30 – Sala 2
A DESINFORMAÇÃO ENTRE DUAS COMUNIDADES: PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E PESSOAS SURDAS. QUE MITOS TÊM DE SER DESCONSTRUÍDOS?
Debate

18h30 – Sala 3
“A SEMENTE” de Jorge Sousa, Manuel Janela Gil, Rafael de Lopes, 7’ (Portugal)
“FOOD COURT” de Marcus Silva, 5’ (Portugal)
“CACOS” de João Brás, 10’ (Portugal)
“LIBERTAÇÃO” de Emídio Navarro, 3’ (Portugal)
“REI DA GAIOLA” de Paula Loffler, 6’ (Portugal)
“FLOR DE ESTUFA” de Laís Andrade, 15’ (Portugal)
Cinema – Sessão Futuro

19h00 – Sala 2
“27 DE MAIO EM ANGOLA: DESINFORMAÇÃO, AUTO-CENSURA E SILÊNCIOS”
Música e conversa

21h30 – Sala Manoel de Oliveira
“QUO VADIS, AIDA?” de Jasmila Zbanic, 101’ (Bósnia, Áustria, Roménia e Holanda)
Cinema – Sessão Guerra na Europa e Prémio Sakharov


 

 

22 ABRIL (Sexta-feira)

17h30 – Sala 2
COMO LIDAR COM O CRESCIMENTO DA EXTREMA-DIREITA EM PORTUGAL?
Debate

18h15 – Foyer / 1.º andar
CARA A CARA COM OS DEPUTADOS
Conversa
Necessária inscrição prévia

18h30 – Sala 3
“MY HEART IS THERE, MY BODY IS HERE” de Pedro Cruz e João Doce, 57’ (Portugal)
Cinema – Sessão Refugiados

21h30 – Sala Manoel de Oliveira
“A NOSSA BANDEIRA JAMAIS SERÁ VERMELHA” de Pablo López Guelli, 70’ (Brasil)
Cinema – Sessão Manipulação da informação

22h00 – Sala 2
“O JEITO QUE O CORPO DÁ 1.0” de Luan OKUN
Performance

23h00 – Sala 3
“SALAZÁCULA” de Pedro Réquio, 20’ (Portugal)
Cinema – Sessão Ditadura


 

 

23 ABRIL (Sábado)

15h30 – Sala Manoel de Oliveira
“DISPERSOS PELO CENTRO” de António Aleixo, 77’ (Portugal)
Cinema – Sessão Política do Território

16h00 – Foyer
NETWORKING FESTIVAL POLÍTICA
Conversa
Tradução para Língua Gestual Portuguesa mediante solicitação prévia

17h00 – Sala 3
“BUSTAGATE” de Welket Bungué, 12’ (Portugal)
“ALCINDO” de Miguel Dores, 79’ (Portugal)
Cinema – Sessão Corpos Políticos

18h00 – Sala Manoel de Oliveira
“A MÚSICA INVISÍVEL” de Tiago Pereira, 38’ (Portugal)
Cinema e música – Sessão A Música Cigana a Gostar Dela Própria
Estreia de documentário e concerto com Família Gitana

21h30 – Sala Manoel de Oliveira
“A GRANDE MENTIRA” por Hugo van der Ding
Humor

23h15 – Sala 3
“TOUT LE MONDE DIT LA CHATTE” de Clémentine Beaugrand, 12’ (França)
“A ARTE DO SEXO” de Matheus Ribeiro Nogueira, 20’ (Portugal)
Cinema – Sessão maiores de 18 – Sexo no feminino


 

 

24 ABRIL (Domingo)

15h30 – Sala 3
“O BERLOQUE VERMELHO” de André Murraças, 8’ (Portugal)
“O OFÍCIO DA ILUSÃO” de Cláudia Varejão, 6’ (Portugal)
“O TEU NOME É” de Paulo Patrício, 24’ (Portugal)
“TRACING UTOPIA” de Catarina de Sousa e Nick Tyson, 20’ (Portugal e Estados Unidos)
Cinema – Sessão Corpos Políticos II

16h30 – Sala 2
“FALSOS TÍTULOS”
Oficina de Tipografia
Tradução para Língua Gestual Portuguesa mediante solicitação prévia

17h00 – Sala 3
“AVA KUÑA, ATY KUNÃ; MULHER INDÍGENA, MULHER POLÍTICA” de Julia Zulian, Fabiane Medina, Guilherme Sai, 25’(Brasil)
Cinema – Sessão Política no Feminino

17h30 – Sala Manoel de Oliveira
“RUA DO PRIOR 41” de Lorenzo d’Amico de Carvalho, 75’ (Portugal)
Cinema – Sessão Revolução

18h00 – Sala 2
“NEGRAS” com Sílvia Barros e Mulheres Negras Escurecidas
Música e conversa


 

 

TODOS OS DIAS

Foyers
“QUEL PEDRA” de Pauliana Valente Pimentel
“RECONSTITUIÇÃO PORTUGUESA”
Exposições

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *