No primeiro dia do novo ano, o TVCine estreia dois filmes portugueses: Os Infanticidas, de Manuel Pureza, e A Vida Luminosa, de João Rosas. Ano Novo, Filmes Novos é uma dupla de novo cinema português, para ver no dia 1 de janeiro, quinta-feira, a partir das 18h30, no TVCine Edition e TVCine+.
Os Infanticidas marca a estreia de Manuel Pureza na longa-metragem, realizador conhecido pelo fenómeno televisivo Pôr do Sol e por Pôr do Sol: O Mistério do Colar de São Cajó, além da curta A Bruxa de Arraiolos, vencedora do Festival MOTELx em 2012. O filme reflete sobre o fim da juventude e o que significa, afinal, tornar-se adulto, quando somos confrontados com aquilo que fomos e com os sonhos que tivemos em criança. Em A Vida Luminosa, João Rosas acompanha o percurso emocional de um jovem à deriva, enquanto tenta dar sentido ao amor, às relações familiares e às escolhas que vão moldar o seu futuro. Trata-se também da primeira longa-metragem do realizador de Maria do Mar, Catavento e do documentário A Morte de Uma Cidade.
Os Infanticidas (2025) | Dia 1 de janeiro, quinta-feira, às 18h30, no TVCine Edition e no TVCine+
Dois amigos prometem que não podem crescer e que, se o fizerem, acabam com a própria vida. Entre a promessa e o dia em que a idade adulta chega, as angústias e os medos, as esperanças e os sonhos, fazem com que não seja fácil chegar aos 30. Cortar a meta, afinal, tem tanto de bom como de assustador. Talvez fugir seja a solução, mas, como se conclui, “somos todos uns heróis à meia-noite, mas uns cobardes às 9 da manhã”. Crescer será comprometer-se? Ou será que continuamos a ser apenas crianças perdidas num jogo de querer ser muito adulto no parecer?
A Vida Luminosa (2025) | Dia 1 de janeiro, quinta-feira, às 19h55, no TVCine Edition e no TVCine+
É primavera em Lisboa e Nicolau faz 24 anos, mas não festeja. A viver em casa dos pais, refém do sonho de ser músico e preso à imagem ideal de uma ex-namorada que o abandonou, sente-se incapaz de andar para a frente. Vai tendo biscates que não lhe permitem sair de casa, até ao dia em que descobre que também a mãe está tão insatisfeita com a vida como ele. Nicolau sofre um abalo, mas não cai. Pelo contrário, avança. Arranja emprego numa papelaria, muda-se para uma casa partilhada, e a vida põe-se em movimento. E, com ela, os sonhos e o coração.
