Cinema Ambiental na Cooperativa Rizoma em Lisboa

Cinema Ambiental na Cooperativa Rizoma em Lisboa

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A Programadora e Crítica de Cinema Lídia Mello, e membro da Cooperativa Rizoma (cooperativa ecológica que realiza atividades culturais), juntamente com a Cooperativa convidam a todos/as para a ABERTURA do segundo CICLO DE CINEMA AMBIENTAL, a iniciar na quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, às 20h, na Rua José Estêvão, 4-Anjos, Lisboa.

CICLO composto por 10 sessões de longas-metragens documentários contemporâneos de vários países, que percorreram festivais recentemente, sendo 50% da programação filmes dirigidos ou co-dirigidos por cineastas mulheres. Os filmes selecionados provém de 6 festivais internacionais de cinema. Evento a ser realizado em Lisboa em três locais: na Cooperativa Rizoma, e nos parceiros Escola Gil Vicente/Graça (1 sessão para estudantes) e Hub Criativo da Mouraria (Travessa dos lagares 1-Mouraria). Com entrada livre sem necessidade de reserva, sujeita a lotação da sala que tem capacidade para 50 pessoas. A atividade cineclubista integra o projecto Rizoma-Cultiva Semear o Futuro e tem apoio do BIP ZIP 2025/CML. O CICLO vai acontecer de dezembro de 2025 a setembro de 2026, com sessões mensais (com exceção de agosto que não haverá sessão), às quartas-feiras das 20h às 23h, em datas diferentes a cada mês. As exibições serão seguidas de debates com os realizadores/equipas dos filmes e/ou especialistas na área ambiental.

O filme da SESSÃO DE ABERTURA do CICLO é A QUEDA DO CÉU, 2024, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha/Brasil. Produzido pela @aruacfilmes com distribuição da @rediancefilms. Impactante documentário indígena sobre a cosmologia Yanomami, inspirado no livro homônimo do Xamã Yanomami Davi Kopenawa e do antropólogo francês Bruce Albert. Estreou na Mostra Quinzena dos Realizadores – Festival de Cannes 2024, exibido em 100 festivais, recebeu 30 prémios pelo mundo.

Dentre os outros filmes do CICLO vão ser exibidos dois filmes do Doclisboa 2025: AS ESTAÇÕES, 2025, de Maureen Fazendeiro/PT-FR. Com produção da @osomeafuria.filmes e distribuição da Desforra Apache. Premiado no Doclisboa 2025 e em outros festivais. A realizadora estará no debate da nossa sessão. Combinando depoimentos de trabalhadores rurais e notas de campo de um casal de arqueólogos, imagens de arquivo amador e desenhos científicos, lendas, poemas e canções, As Estações é uma viagem pela história real e inventada de uma região de Portugal, o Alentejo, e dos povos que ali viveram. O filme L’ ARBRE DE L’AUTHENTICITÉ, 2025, de Sammy Baloji/Congo-Bélgica. Revela o fardo do passado colonial e as suas ligações às alterações climáticas, destacando o papel vital da Bacia do Congo na formação do equilíbrio ambiental global do século XX. O filme recebeu o Prémio Especial do Júri no Festival de Cinema de Rotterdam, foi exibido na Seleção Oficial do festival Visions du réel 2025 e do DocLisboa 2025, e em outros festivais. Outros documentários relevantes virão do Equador, Chile, Brasil, Espanha, Uganda, Suécia e Polónia.

O cinema não vai salvar o planeta, mas pode contribuir com a mudança de comportamento das pessoas referente aos problemas ambientais. Programar filmes de temática ambiental se faz cada vez mais necessário no contexto atual emergência climática, e não só. Assim, o CICLO DE CINEMA AMBIENTAL II objetiva através dos filmes dar visibilidade, promover debates, estimular a reflexão crítica e mudanças no modo de agir com relação ao planeta e as questões ambientais em sentido amplo, tais como: mudanças climáticas, transição energética, cidades, produção e consumo sustentáveis; sustentabilidade ambiental de pequenos agricultores, de comunidades tradicionais, negras e indígenas, práticas eco feministas, entre outras; questões ecológicas conectadas com migração/despopulação do campo, racismo, colonialismo/pós-colonialismo, etc.

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