"Dreams" recebeu o Urso de Ouro na Berlinale - Festival Internacional de Cinema de Berlim 2025

Trilogia “Sex, Dreams, Love” com três estreias consecutivas

Berlim Notícias

A trilogia “Sex, Dreams, Love”, do realizador norueguês Dag Johan Haugerud, chega às salas de cinema portuguesas com três estreias consecutivas: “Sex” a 20 de novembro, “Dreams” a 27 de novembro e “Love” a 4 de dezembro. Estas longas-metragens são três filmes independentes que giram em torno de temas como o desejo, a identidade e o anseio pela liberdade.

Antes da estreia comercial, os filmes serão apresentados em antestreia nacional no LEFFEST — Lisboa Film Festival, onde integram a Seleção Oficial – Fora de Competição. O realizador norueguês Dag Johan Haugerud estará em Lisboa para apresentar as sessões e falar aos jornalistas. As exibições decorrem nos dias 9 e 10 de novembro, com “Sex” a ser apresentado no dia 9, às 21h30, no Cinema Nimas, “Love” com exibição a 10 de novembro às 14h no Nimas e “Dreams” no mesmo dia às 21h30, no Cinema São Jorge.

Em “Sex”, dois limpa-chaminés, que vivem em casamentos monogâmicos e heterossexuais, deparam-se com situações que desafiam as suas opiniões sobre sexualidade e papéis de género. Já “Dreams”, que este ano recebeu o Urso de Ouro na Berlinale, o galardão máximo do Festival Internacional de Cinema de Berlim, acompanha Johanne, uma jovem de 17 anos que se apaixona pela sua professora. Para preservar os seus sentimentos, escreve sobre eles num diário íntimo. Quando a mãe e a avó descobrem o texto, percebem o seu potencial literário, mas também são forçadas a revisitar as suas próprias histórias de amor e de autodescoberta. Por fim, em “Love” uma médica pragmática e um enfermeiro atencioso procuram intimidade além dos limites das relações convencionais. O filme encerra a trilogia com uma reflexão madura sobre o desejo, a liberdade e a necessidade humana de intimidade.

Com “Sex, Dreams, Love”, Dag Johan Haugerud propõe um olhar atento e profundamente humano sobre o que nos move e nos liga, desafiando ideias fixas sobre amor, identidade e moralidade. A trilogia, marcada por diálogos inteligentes e interpretações contidas, revela um cinema que prefere questionar em vez de afirmar, e que encontra na dúvida e na empatia o seu território mais fértil.

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