Still do filme 'Rosinha e Outros Bichos do Mato'

Filmin celebra a Revolução com um mês dedicado ao Cinema Português

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Abril é, em Portugal, sinónimo de liberdade, memória e transformação. No mês em que se assinala a Revolução de 25 de Abril, a Filmin associa-se às comemorações com um programa especial dedicado ao cinema português. Uma celebração da criação, da identidade e do pensamento crítico que definem a cultura contemporânea.

Ao longo de todo o mês, a plataforma estreia um novo filme português por semana, convidando o público a revisitar o passado, questionar o presente e imaginar o futuro através do olhar de cineastas nacionais. Entre documentários, ficção e cinema experimental, abril transforma-se num palco para cinema feito em Portugal.

Destaque para Nocturno para uma floresta, realizada por Catarina Vasconcelos (A Metamorfose dos Pássaros), é inspirada na proibição da entrada de mulheres na Mata do Buçaco, instituída pela Igreja durante a Idade Medieval.

Três filmes de Paula Tomás Marques nomeadamente Dildotectónica – duas histórias separadas pelo tempo e unidas pela arte de construir dildos de cerâmica. Esta docuficção viajou pelo mundo com a doçura do seu romantismo transtemporal; Cabra-Cega, um retrato da vulnerabilidade e resistência plural e individual de uma comunidade face ao bullying e ao preconceito. Curta co-escrita com Vaiapraia e outros artistas e Em Caso de Fogo, um filme sobre o desejo de integração numa pequena comunidade rural preconceituosa, hostil à diferença. Venceu, em 2019, a competição estudantil do Festival de Cinema de San Sebastián.

Destaque para a longa-metragem Rosinha e Outros Bichos do MatoRealizado por Marta Pessoa, este filme revisita a Exposição Colonial de 1934 para questionar os legados do colonialismo português e os ecos do chamado “racismo suave” na sociedade contemporânea. Um ensaio cinematográfico que cruza arquivo e reflexão crítica, ligando passado e presente.

A Luta Continua, criado a propósito da celebração dos 50 anos do 25 de Abril, “A Luta Contínua” juntou os Clã a Capicua, Ana Lua Caiano, entre outros artistas. Este é o filme-concerto desse espetáculo.

Vai no Batalha, de Pedro Lino, uma celebração da história e resistência do emblemático Cinema Batalha, no Porto, enquanto espaço cultural e político, refletindo sobre o papel das salas de cinema na construção de comunidades e movimentos.

Igualmente, a estreia de três filmes de Isadora Neves MarquesA Mordida, entre o terror, a ficção científica e um drama queer, esta curta aponta para o espaço da intimidade como um futuro possível para lá de ondas de violências passadas e presentes; Tornar-se um Homem na Idade Média, um drama conjugal intimista que nos fala sobre sexualidade queer, autonomia, desejos de reprodução e os fantasmas da normatividade. Vencedor do Prémio de Melhor Curta-Metragem em Roterdão e As Minhas Sensações São Tudo O Que Tenho Para Oferecer, uma história sobre família, classes e isolamento psicológico, no tom de uma subtil ficção científica, com Albano Jerónimo. Estreou mundialmente na Semana da Crítica de Cannes.

Destaque ainda para a estreia de Happier, Happier, Happier, um filme que acompanha Noiserv ao maior canal televisivo da China, onde uma simples atuação se transforma numa sucessão de desafios, mal-entendidos e pequenos absurdos.

Há ainda a estreia das curtas, À Tona d’Água, de Alexander David, Entre a Luz e o Nada, de Joana de Sousa, As Lágrimas de Adrian,  Miguel Moraes Cabral, Tracing Utopia, Catarina de Sousa e Nick Tyson e Why Are You Image Plus? e Destiny Deluxe, de Diogo Baldaia.

Além das estreias semanais, há ainda o canal de Cinema Português da Filmin, um espaço dedicado que reúne algumas das obras mais relevantes da produção nacional, criando um espaço contínuo de descoberta e celebração do cinema português.

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