Este mês, a Cinemateca Portuguesa apresenta dois ciclos que lembram figuras importantes do cinema português: Manuel Faria de Almeida, realizador que ficou conhecido como o autor de CATEMBE (1964), e Gita Cerveira, um profissional do cinema que se destacou na área do som e pelo seu trabalho com inúmeros realizadores nacionais e internacionais.
Decorre nos dias 12 e 13 de maio, uma homenagem a Manuel Faria de Almeida, em duas sessões que destacam o trabalho deste cineasta que é um nome fundamental do Cinema Novo Português. No dia 12, às 19h, a sessão consiste num programa especial em que exibimos MOMENTO NOCTURNO, um inédito de Faria de Almeida nunca mostrado e agora apresentado em cópia digitalizada, bem como duas curtas-metragens de Faria de Almeida, VIVIANA e STREETS OF EARLY SORROW (filme que fez o circuito dos cineclubes do Reino Unido como complemento a A DAMA DE XANGAI, de Orson Welles, como o realizador gostava de mencionar), realizadas no contexto da passagem de Faria de Almeida pela London School of Film Technique. A sessão termina com a apresentação de nova versão de CATEMBE, o filme mais censurado da história do cinema português, acompanhado de 11 minutos de planos cortados ao filme que sobreviveram à censura e ainda o trailer de cinco minutos do filme, que anunciava o projeto na sua forma original. A segunda sessão, no dia 13 às 19h, reúne, em 87 minutos algumas das curtas-metragens mais pessoais de Manuel Faria de Almeida, num conjunto de trabalhos que muitas vezes originaram de encomendas.
Nos dias 14, 15 e 16 de maio, exibem-se três longas-metragens que lembram o percurso de Gita Cerveira e a sua extensa e internacional carreira na área do som (pertenceu a equipas das rodagens que filmaram em Angola, Portugal, França, Estados Unidos, Moçambique ou África do Sul), tendo trabalhado com realizadores como Manoel de Oliveira, Ariel de Bigault, Eduardo Geada, Khalo Matabane, Fernando Vendrell, Sol de Carvalho ou João César Monteiro. A sessão inaugural de dia 14, às 19h, apresenta O HERÓI, de Zezé Gamboa, um cineasta de quem era especialmente próximo e um filme que ganhou o Grande prémio do júri no Festival de Sundance de 2005, entre outras distinções. Dia 15, às 21h30, é a vez d’O ÚLTIMO MERGULHO de João César Monteiro e, no dia seguinte, pelas 19h30, é exibido VIRGEM MARGARIDA, de Licínio Azevedo.
