11 dias e muitos filmes depois, o IndieLisboa aproxima-se do fim. Já é conhecido o palmarés da 23.ª edição do festival que desde 30 de Abril invadiu Lisboa.
Prémios Oficiais
O Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa (15 mil euros) foi atribuído, a Barrio Triste, de Stillz, uma co-produção colombiana e estadunidense que se destacou pela “visão visceral e implacável de uma comunidade num momento específico da história de um país”, alegou o júri composto por Karel Och, Rachel Daisy Ellis e Sara Bichão – que também entregou a Bouchra, de Meriem Bennani e Orian Barki, uma menção especial.
O Grande Prémio de Curta Metragem EMEL (4 mil euros) galardoou How to Catch a Butterfly, de Kiriko Mechanicus, um filme que “constrói um ensaio inquieto e formalmente ousado sobre o que a fetichização realmente produz; não uma fantasia, mas um alvo”, segundo o júri formado por Gonzalo E. Veloso, Patrick Gamble e Raquel André.
O mesmo júri atribuiu ainda dois prémios especiais (500 euros cada) a Henry is a Girl Who Likes to Sleep (Marthe Peters) e a The Apple Doesn’t Fall, de Dean Wei.
Já no cinema português, o Prémio Canais TVCine para Melhor Longa Metragem da Competição Nacional (5 mil euros) sorriu a Cochena, de Diogo Allen, “uma celebração sentida que destaca o calor dos laços familiares e sociais de uma forma profundamente humanista e cinematográfica”, mencionou o júri constituído por Aya Koretzky, Feyrouz Serhal e Jaume Claret Muxart.
Júri esse que também escolheu o filme A Providência e a Guitarra, de João Nicolau, para o Prémio para Melhor Realização em Longa Metragem da Competição Nacional (mil euros) e A Solidão dos Lagartos, de Inês Nunes, para o Prémio Melhor Curta Metragem da Competição Nacional (2 mil euros) considerando o mesmo “um filme poético em que o espaço da protagonista envolve o corpo humano, os gestos e as emoções, numa experiência contrastante entre o enraizamento e a alienação”.
O Prémio Novo Talento McFly (que oferece serviços de pós-produção de som) foi vencido por Coroa de Espinhos, de Francisco Moura Relvas. Por fim, houve ainda espaço para uma menção especial atribuída a XYZ, de Alexandre Alagôa.
Na competição Novíssimos, dedicada a novas vozes do cinema nacional, Abril de Helena, de Maria Moreira e Victor Hugooli, foi o grande vencedor. O júri composto por Luís Campos, Rita Correia e Tobias Obermeier considerou que este “cria uma sensação de intimidade raramente alcançada no cinema”. Além de um prémio monetário de mil euros, o projecto passa a ter promoção e venda da Portugal Film e conta com uma bolsa de formação da Universidade Lusófona.
O Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem (1500 euros) coube a My Wife Cries, de Angela Schanelec. O júri – Eva Sangiorgi, Helvécio Marins e Joana Gonçalves de Sá – mencionou a “silenciosa luminosidade” de “um filme sem concessões, que explora profundamente os sentimentos humanos e as relações”. Ainda dentro da mesma secção, o Prémio Silvestre Escola das Artes para Melhor Curta Metragem (mil euros) distinguiu Lover, Lovers, Loving, Love, de Jodie Mack.
O Prémio IndieMusic (mil euros) – júri Marcos Farrajota, Vera Marmelo e Violeta Azevedo – premiou o filme PARA VIVIR El implacable tiempo de Pablo Milanés, do realizador e filho do fundador da nueva trova cubana Fabien Pisani.
Prémios Não Oficiais
Prémio Amnistia Internacional: Mulheres de Abril, de Raquel Freire
Prémio Árvore da Vida para Filme da Competição Nacional: P’ra Que Vivam, de Carlos Lima
Prémio MUTIM (que consagra a curta da secção Novíssimos que melhor contribua para um imaginário cinematográfico não estereotipado no cinema português): Abril de Helena, de Maria Moreira e Victor Hugooli
Prémio Universidades para Melhor Longa Metragem da Competição Nacional: Cochena, de Diogo Allen
Prémio Escolas para Melhor Filme Novíssimos: Éramos Só Putos, de João Nunes Monteiro
