10ª edição do Festival Mental

Festival Mental celebrou a sua 10ª edição

Mental

A 10ª edição do Festival Mental – Cinema, Artes e Informação celebrou uma década de atividade pioneira em Portugal, afirmando-se como uma plataforma singular de promoção da saúde mental através da cultura, utilizando o cinema, a música, a literatura, a dança, o teatro, a natureza e o pensamento como espaços privilegiados de encontro, reflexão e participação.

Em maio de 2025, em Lisboa, esta edição de aniversário propôs uma reflexão profunda sobre o percurso do projeto. O festival revisitou temas marcantes e convidou antigos participantes a analisar a evolução da sociedade perante os desafios da saúde mental. Organizado em coprodução com a Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental, o evento registou um crescimento histórico na adesão do público, consolidando a relevância da arte e do pensamento como espaços de encontro.

O coração do festival vibrou intensamente com as suas secções mais emblemáticas. O M-Cinema apresentou uma seleção internacional de curtas-metragens, confirmando o reconhecimento internacional conquistado pelo Festival Mental junto de realizadores, produtores e distribuidores de todo o mundo. Particular destaque para Perdidos e Achados (Rzeczy znalezione), da realizadora polaca Wiktoria Kwoka, vencedora da Mostra Internacional de Curtas-Metragens. As M-Talks, conversas intimistas sobre os desafios da saúde mental, cujo tema deste ano foi “Antes, agora e pelo meio”, reuniram diversos profissionais de referência como Rui Albuquerque, Miguel Ricou, Vítor Cotovio, André Viamonte entre muitos outros, tais como diversos artistas como Ivo Canelas e Surma. O M-Click apresentou novas ideias, perspetivas e caminhos de reflexão sobre os desafios contemporâneos da saúde mental. O segmento M-Jovem, que ao longo do ano desenvolve itinerâncias por diferentes regiões do país, envolveu centenas de estudantes, enquanto o M-Natura aliou o bem-estar à literacia ambiental, com uma atividade destinada ao público infanto-juvenil, e com a exibição do documentário Malcata – Conto de Uma Serra Solitária, de Miguel Cortes Costa e Ricardo Guerreiro. A criação artística esteve igualmente presente através da dança e do teatro, com destaque para a apresentação do espetáculo da Unidade W+. Num dos momentos mais humanos e raros da edição, a cantora Maria João partilhou memórias e canções no My Story, My Song, gerando uma enorme proximidade com a plateia.

A grande inovação comemorativa foi a saída do festival para o espaço público através de um desfile performativo urbano concebido pelo Chapitô. Esta intervenção espalhou criatividade pelas ruas de Lisboa, despertando curiosidade, interação e participação espontânea de centenas de pessoas. Mais do que uma ação de divulgação, constituiu uma nova forma de comunicação e aproximação aos temas da saúde mental através da arte, da criatividade e da ocupação positiva do espaço público, demonstrando que a cultura pode criar pontes inesperadas com públicos que, muitas vezes, não chegam aos formatos mais tradicionais.

A organização expressa a sua profunda gratidão à Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental, e em particular ao Professor Miguel Xavier e à Dra. Paula Domingos, à Câmara Municipal de Lisboa, à Lisboa Cultura, ao Cinema São Jorge, à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através da Unidade W+, à Associação Mutualista Montepio Geral, à Junta de Freguesia do LumiarJunta de Freguesia de Santo António, à Ordem dos Psicólogos Portugueses, ao Plano Nacional de Cinema, à CARMA, à Sildel – We Think Cork e aos restantes parceiros institucionais que continuam a acreditar neste projeto.

O Festival agradece ainda aos seus media partners — RTP, Antena 1, Antena 3, Canal 180, SAPO, PostalFree, Coffeepaste e Magazine HD — pelo contributo fundamental para uma comunicação rigorosa e responsável em torno da saúde mental e pela divulgação continuada deste trabalho junto do público. Uma palavra muito especial para todos os artistas, realizadores, convidados, moderadores, autores, voluntários, equipas técnicas e profissionais que participaram nesta edição e que, ao longo dos anos, ajudaram a construir a identidade do Festival Mental.

O maior agradecimento é dirigido aos milhares de espectadores que, ao longo de dez anos, passaram pelas salas de cinema, pelos espetáculos, pelas conversas, pelas escolas, pelas itinerâncias e pelos diversos formatos do Festival. A sua presença continuada demonstra que existe uma vontade crescente de participar, refletir, aprender e dialogar sobre saúde mental através da cultura. É essa participação ativa que continua a dar sentido a este caminho. A celebração continuará nos próximos meses através de itinerâncias do Festivallevando cinema, conversas, reflexão e atividades culturais a diferentes comunidades. Para já, estão já previstas passagens por Barcelos e Oeiras, dando continuidade a um trabalho que procura aproximar a cultura e a saúde mental de públicos cada vez mais diversos, reforçando a dimensão nacional que o Festival tem vindo a construir ao longo da última década.

Mais do que uma celebração do passado, esta 10ª edição procurou ser um ponto de situação sobre o presente e um olhar para o futuro. Dez anos depois, o Festival Mental continua a crescer, mantendo intacta a convicção que lhe deu origem: criar espaços onde cultura, conhecimento, experiência e comunidade se encontram para promover uma sociedade mais consciente, mais participativa e mais próxima das pessoas.

Com o olhar já focado no futuro, a 11º edição do Festival Mental já se encontra em preparação e decorrerá em maio de 2027, com datas a anunciar brevemente.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *