A secção Lobo Mau, lugar das crianças e famílias dentro do MOTELX, junta-se à celebração dos 20 anos do Festival. Duas longas-metragens em antestreia; os clássicos Sustos Curtos, Atelier Sensorial ALMA e Peddy Paper no Cinema São Jorge; mas ainda um cine-concerto, uma exposição de fotografia e um workshop para acabar com o medo do escuro.
20 anos de MOTELX, 19 anos de Lobo Mau, o que significa que este é um lugar que pertence à génese do Festival e que é, por isso mesmo, um dos seus traços mais vincados de personalidade. O anfitrião dos petizes e das suas famílias preparou uma programação muito especial para esta 20.ª edição. Desde logo duas longas-metragens em antestreia nacional: o tão aguardado novo filme da Ovelha Choné, “Shaun the Sheep: The Beast of Mossy Bottom” (Reino Unido/França/EUA), de Steve Cox e Matthew Walker, desta vez explorando aventuras na noite de Halloween (12 de Set, 14h45, Cinema São Jorge; M/6); e “Dudley and the Invasion of the Space Slugs” (Luxemburgo/Bélgica/
Os Sustos Curtos (5 e 6 de Setembro, Cinema São Jorge) — as habituais sessões de curtas-metragens para as várias idades (M/6 e M/10) — estão de regresso com a missão de sempre: permitir que os mais novos descubram o lado mais fofo do cinema de terror. No capítulo dos clássicos Lobo Mau, está também de regresso o nosso tão acarinhado Peddy Paper (12 de Set, 10h30, Cinema São Jorge) que já por aqui anda desde 2017 e que volta a desafiar os mais intrépidos investigadores a vasculhar os cantos e recantos do Cinema São Jorge na procura de pistas e segredos. E ainda o Atelier Sensorial ALMA, um espaço didáctico onde a criatividade é a chave que abre portas à fantasia. Através de actividades que privilegiam a exploração da cor, da forma e da textura, aqui os mais pequenos terão a oportunidade de dar vida a todos os seus sonhos e, este ano, de criar o seu próprio Monstrinho da Bondade (oficina que decorre dia 6 de Set, 11h, no Lounge MOTELX; para crianças dos 12 meses aos 10 anos) que os vai ajudar a espalhar a generosidade e a compaixão. A ALMA irá ainda proporcionar a Oficina Criativa de Máscaras Assustadoras com desfile para os mais pequenos (5 de Set, 14h, Lounge MOTELX, 4-15 anos) participarem igualmente no desfile do Monster Day.
Mas as novidades são muitas, como a ocasião pede. Desde logo, a exposição “O meu Bairro”, com a Associação Passa Sabi, que partiu de um workshop de fotografia animado desenvolvido por Bernardo Gramaxo (realizador e artista plástico) com 8 jovens do Bairro do Rego. De máquina fotográfica na mão, o objectivo foi partilhar com os participantes as bases do olhar crítico e do poder da imagem como contadora de histórias. O resultado é uma coleção de fotografias polaroid que estará em exposição durante os 11 dias do Festival no Cinema São Jorge.
E porque o cinema também é música, o Lobo Mau conta em 2026 com o Cine-Concerto com a Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal (13 de Set, 16h00, Cinema São Jorge; M/6), onde um grupo de alunos da instituição vão explorar diferentes formas de storytelling musical em diálogo com a imagem, mais do que acompanhar a narrativa, pretende-se criar novas texturas, leituras e atmosferas numa experiência única de cinema ao vivo para todas as idades. O projecto, sob direcção de André Carvalho (que assume os teclados e o contrabaixo; e com os alunos Carolina Estrela na voz, Eduardo Aguilar no saxofone, Luís Beirão no saxofone e na voz), vai incidir sobre oito curtas-metragens que marcaram a secção ao longo dos anos.
Espaço ainda para o workshop “Quem tem medo do escuro?” (12 de Set, 14h-16h, Cinema São Jorge; 4-14 anos), criado em parceria com o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C), a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), o Núcleo de Espeleologia da Costa Azul (NECA) e o Grupo de Espeleologia e Montanhismo (GEM) e que tem como ponto de partida o filme “Bats & Bugs”, de Lena von Döhren, que revela a maravilhosa biodiversidade das grutas, desmistificando os “monstros” que as habitam. Em seguida, em escuridão total, arranca uma experiência de imersão sonora: através de paisagens acústicas subterrâneas (ecos, gotas e ecolocalização de morcegos), os participantes exploram o mundo através do sentido da audição. Finalmente, dá-se a expedição prática: equipados com material real de espeleologia e fichas de identificação, os jovens exploradores investigam a sala às escuras para encontrar criaturas escondidas.

