Still do filme “The Violin Case”

Primeira longa-metragem de ficção local de Macau “The Violin Case” estreia em Lisboa

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The Violin Case” (“O Violino Perdido” – tradução livre) de Max Bessmertny, a primeira longa-metragem local de Macau a chegar a Portugal, tem estreia marcada para o dia 11 de Setembro às 19:00 no Museu do Oriente em Lisboa, no âmbito de uma ampla exposição sobre o crescente panorama cinematográfico da Região Administrativa Especial, a sua diversidade artística e o seu património cultural.

A película baseada numa história verídica foca-se num pintor que enfrenta a pior noite da sua vida ao deixar um violino personalizado com uma pintura na bagageira de um táxi conduzido por Ah Chong (Filipe Bapista Tou) enquanto se encontrava numa cidade no estrangeiro. A perda desta que é a sua mais valiosa obra de arte deixa Theo (Kelsey Wilhelm) em maus lençóis e numa gigante crise financeira e artística. A partir deste momento, Theo é perseguido pela sua galerista, Pauline (Clara Brito), uma mulher fria e calculista. A busca pelo violino leva Theo a conhecer Evelyn (Mi Lee) uma empresária na área vinícola que o apresenta ao lado boémio da cidade.

Uma das temáticas mais presentes no filme é a relação delicada – e frequentemente conflituosa – entre o artista e a sua galeria, a arte e o capitalismo. Num outro plano, “The Violin Case” leva o espectador a questionar o sentido da vida. Theo encontra-se num pesadelo interminável numa cidade que não conhece e onde a maioria do trabalho que produz não é valorizado. Quando perde a sua peça mais valiosa é confrontado com a derradeira questão: “o que é o artista sem a sua arte?”.

Na origem deste filme está um incidente ocorrido há uma década, quando o artista Konstantin Bessmertny, pai do realizador da película, perdeu um violino personalizado com uma pintura ao deixá-lo na bagageira de um táxi quando se encontrava no estrangeiro.

A longa-metragem conta com um elenco de várias nacionalidades, incluindo actores portugueses, e é narrada em inglês, português e cantonês, captando o espírito único da multiculturalidade de Macau. Kelsey Wilhelm, que protagoniza a película, é um ator americano que cresceu em Macau e é fluente em Português, Clara Brito (“Pauline”) é lisboeta mas trabalha em Macau e na China há mais de 30 anos. Filipe Baptista Tou (“Ah Chong”) faz parte da terceira geração de uma família macaense de Coimbra e cresceu envolvido numa mistura de culturas e línguas.

À medida que a região se torna cada vez mais conhecida internacionalmente, Max Bessmertny partilha histórias das mudanças sem precedentes que a cidade sofreu, relembrando as suas origens humildes até à sua presença no cenário mundial, proporcionando ao público uma compreensão autêntica da beleza e do mistério de Macau – e do lugar que a cidade merece no Cinema.

No total, o projeto que quase ficou por concretizar demorou seis anos a ficar concluído – desde 2020, no pico da pandemia de COVID-19 quando foi concebido, até ao lançamento mundial em 2026. O projeto foi apoiado inteiramente por cinéfilos e mecenas das artes, bem como financiado individualmente em cada uma das etapas do ciclo de produção. Em 2025, o realizador Max Bessmertny e a produtora Virginia Ho levaram “The Violin Case” a dez mercados e festivais de cinema no âmbito de uma iniciativa patrocinada pelo Fundo de Desenvolvimento da Cultura do Governo de Macau para promover o filme. Eventualmente, decidiram ocupar-se da distribuição do filme de forma independente.

A Melco Resorts & Entertainment Limited, uma das principais empresas de desenvolvimento,  propriedade e gestão de complexos turísticos integrados na Ásia e na Europa, é a Patrocinadora Principal Mundial do “The Violin Case”.

Depois do sucesso anterior de Max Bessmertny com a curta-metragem “Tricycle Thief”, que teve a sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 2014, tendo vencido o Prémio Kodak de Ouro, “The Violin Case” é o primeiro filme genuinamente “Made in Macau” a estrear em Portugal. A estreia marcada para as 19:00 do dia 11 de Setembro contará com a presença do realizador, Max Bessmertny, da produtora Virginia Ho, Clara Brito (“Pauline”), Filipe Baptista Tou (“Ah Chong”) e do pintor Konstantin Bessmertny, protagonista da história verídica que inspirou o filme.

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