Queer Lisboa 2025 e Queer Porto 2025

Queer Lisboa e Queer Porto desvendam novos títulos e secções temáticas

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Sessões Especiais em Lisboa e no Porto

Plainclothes, de Carmen Emmi, protagonizado por Russell Tovey e Tom Blyth, será o Filme de Abertura do Queer Lisboa 29, enquanto as honras de Encerramento vão para Between Goodbyes, comovente documentário de Jota Mun. Anunciamos também as duas Sessões Especiais do festival: Vivre, mourir, renaître, de Gaël Morel, numa exibição dedicada à memória de Pedro Silvério Marques, ativista na área do VIH, falecido em março último; e a co-produção brasileira-portuguesa Morte e Vida Madalena, de Guto Parente. E ainda, acrescentamos à secção Panorama a longa-metragem britânica Pillion, de Harry Lighton, chegada diretamente da última edição do Festival de Cannes (onde conquistou o Prémio de Melhor Guião na secção Un Certain Regard).

Queer Porto anuncia Duas Vezes João Liberada, de Paula Tomás Marques, como Filme de Abertura. Feito quase sem apoios, é um filme imbuído de um forte sentido de comunidade, trazendo a si um conjunto de artistas e performers trans, como June João (também co-argumentista), André Tecedeiro, Jenny Larrue, Alice Azevedo, Caio Amado, Eloísa d’Ascensão ou Tiago Aires Lêdo, que oferecem uma poderosa dimensão identitária e de autoficção a uma obra que é já um marco no cinema português.

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Queer Focus: “Contaste que Eras Trans?”

O Queer Focus deste ano em Lisboa é dedicado a um “cinema trans” que se tem vindo a afirmar nos últimos anos pela crescente multiplicidade de histórias que propõe e, em alguma medida, pela moderada visibilidade de quem as realiza. Partindo da premissa simples de considerar apenas filmes realizados por pessoas trans, o foco apresenta duas longas-metragens e um programa de curtas, abrindo lugar a múltiplas expressões provenientes de um lugar de afirmação. Na sessão de abertura terá lugar uma conversa com os cineastas participantes Ian Kaler, Paula Tomás Marques, Pol Merchan e Theo Jean Cuthand, moderada pelos curadores Ana David e Caio Amado Soares.

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Resistência Queer

Está de regresso, a Lisboa e ao Porto, o programa que o ano passado cruzou ambos os festivais, sobre um cinema de resistência em territórios política e socialmente conturbados. O atual panorama de crescimento das extremas-direitas nas democracias ocidentais, além do retrocesso que significa para os direitos conquistados de comunidades minoritárias, tornou de enorme relevância trazer a Resistência Queer ao estatuto de secção; para dar a conhecer estes cinemas, bem como palco de denúncia e consciencialização. Destaque para a sessão dedicada à Palestina, de entrada gratuita, com o programa de curtas “No Pride in Genocide” (Queer Cinema for Palestine), e para a longa-metragem iraniana The Crowd.

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