VIAGENS – Entre as Estrelas e as Ondas, a nova longa-metragem da animação portuguesa, realizada por Cláudio Jordão, foi apresentada na conferência de imprensa da terceira edição do Tribeca Festival Lisboa, que decorrerá de 9 a 13 de dezembro de 2026, em vários espaços da capital. O filme terá a sua estreia mundial no Tribeca Festival Lisboa.
Produzido pela Filmógrafo, Kotostudios e Cine Clube de Avanca, VIAGENS – Entre as Estrelas e as Ondas assume também um significado especial para o cinema de animação produzido em Avanca, surgindo no ano em que se assinalam 20 anos da estreia de ATÉ AO TECTO DO MUNDO, a primeira longa-metragem de animação portuguesa produzida nos estúdios de cinema de animação do Cine Clube de Avanca em 2006.
Duas décadas depois, a animação portuguesa volta assim a partir de Avanca para a montra internacional, através de uma obra que cruza a tradição, a História portuguesa e a ficção científica, numa dimensão profundamente poética.
VIAGENS – Entre as Estrelas e as Ondas conta com as vozes de Ivo Canelas, Dalila Carmo, Maria D’Aires, Teresa Chaves e André Gago, entre outros, e propõe uma viagem por diferentes tempos e universos.
A narrativa estrutura-se em cinco histórias que se entrelaçam, como diferentes manifestações de uma mesma viagem: um barco de pescadores parte de Olhão em direção ao Brasil e enfrenta uma tempestade entre o real e o fantástico; um astronauta percorre o espaço em busca da própria cabeça; os pais de Deus confrontam-se, antes da criação do Universo, com a necessidade de deixar partir o filho; Vasco da Gama enfrenta o oceano e o desconhecido na viagem que o conduzirá à Índia; e, num cais junto ao Atlântico, uma mulher aguarda o regresso daquele que partiu.
O filme constrói, desta forma, um universo onde o mar, as estrelas, o tempo e a saudade se cruzam. As personagens atravessam diferentes épocas, formas e universos, unidas por uma experiência comum: alguém parte e alguém fica à espera. É neste território que Cláudio Jordão desenvolve aquilo que o próprio filme apresenta como uma espécie de “sci-fado” — um encontro entre naves, galáxias, buracos negros e viagens no tempo e uma tradição portuguesa marcada pelo fatalismo, pela solidão e pela saudade.
“Porque partir é também acreditar no desconhecido. E esperar é acreditar no regresso.”
Para o Cine Clube de Avanca, a estreia assume uma dimensão simbólica acrescida. Há 20 anos, os estúdios de Avanca acolhiam a produção de ATÉ AO TECTO DO MUNDO, primeira longa-metragem de animação portuguesa, realizada por Vítor Lopes, António Costa Valente e Carlos Silva. Agora, duas décadas depois, uma nova longa-metragem de animação é produzida a partir do mesmo território criativo.
A sessão de VIAGENS – Entre as Estrelas e as Ondas decorrerá no Cinema São Jorge, em Lisboa, em data e horário ainda a anunciar, e será seguida de uma sessão de perguntas e respostas com o realizador Cláudio Jordão. O Tribeca Festival Lisboa 2026, terceira edição do festival em Portugal, realiza-se de 9 a 13 de dezembro, ocupando espaços como o Cinema São Jorge, o Teatro Tivoli BBVA, o Capitólio e outros locais da Avenida da Liberdade.
Com VIAGENS – Entre as Estrelas e as Ondas, a animação portuguesa volta, assim, a afirmar a sua capacidade de criar universos próprios, cruzando memória e futuro, tradição e inovação, o território português e o imaginário cósmico — numa viagem que volta a partir de Avanca.

