Crítica: Rebuilding / Três estrelas por Jasmim Bettencourt

Rebuilding – A Esperança Depois da Destruição

3 estrelas Críticas

Depois do seu rancho ser destruído depois de um incêndio que assolou as montanhas do Colorado, Dusty tenta reconstruir a sua vida. Voltando a conectar-se com a sua família e encontrando uma comunidade de sobreviventes do incêndio, a esperança na reconstrução da sua vida vai surgindo. Centrando-se na interpretação de Josh O’Connor, que incorpora a masculinidade desajustada deste cowboy de forma perfeita, Rebuilding é uma história de superação emocionante que, no entanto, tem os seus solavancos.

Com um estilo quase intrusivamente indie, com o uso de câmara handheld e o uso de luz natural suave, algo que já vimos inúmeras vezes neste tipo de filme, e com um argumento bastante óbvio e didático, este filme não é exatamente inovador. No entanto, através das interpretações presentes neste filme, que elevam um argumento penoso, das paisagens sublimes do Colorado e da sua temática, que lhe dá uma urgência no contexto atual de emergência climática, Rebuilding torna-se num filme capaz de nos encher de emoções.

Com um início atribulado, lentamente, Max Walker-Silverman vai se endireitando tanto como realizador como argumentista, sabendo usar os atores do filme para construir o esqueleto emocional do filme. No fim, o tom esperançoso em que este filme acaba torna-se em algo muito bem-vindo nos tempos que correm, restaurando a esperança na força da comunidade.

Classificação: 3 em 5 estrelas. Texto escrito por Jasmim Bettencourt.

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