Cartaz Monstra 2026

9 obras selecionadas para a Competição Portuguesa Vasco Granja na Monstra 2026

Cinema Português MONSTRA Notícias

A animação portuguesa, amplamente reconhecida e premiada por todo o mundo, volta a ocupar um lugar de destaque na Monstra – Festival de Animação de Lisboa, cuja 25.ª edição decorre de 12 a 22 de março, em Lisboa. Ao longo de um quarto de século, o festival afirmou-se como uma plataforma essencial para a promoção da animação de autor, da experimentação estética e da descoberta de novos talentos.

Criada em 2010, a Competição Portuguesa Vasco Granja, homenagem incontornável ao divulgador e programador que marcou gerações, consolidou-se como um dos pilares do festival, refletindo a vitalidade, diversidade e maturidade da produção nacional. Em 2026, nove obras compõem esta secção, oferecendo um retrato plural da criatividade portuguesa contemporânea.

Entre os títulos selecionados está “A Última Meia”, de Carolina Batista, uma curta-metragem que explora, com delicadeza visual e narrativa intimista, as pequenas rotinas do quotidiano transformadas em metáforas sobre perda e memória.

“Machinarium”, de João Pedro Oliveira, apresenta-se como estreia absoluta. O filme convida o espetador a habitar uma paisagem em constante transformação, composta por ritmos metálicos e estruturas cintilantes, onde a noção de lugar é continuamente reconstruída.

O realizador e artista visual Gabriel Abrantes integra a competição com “Argumentos a Favor do Amor”, reforçando o diálogo entre animação e cinema híbrido que tem caracterizado a sua carreira internacional. Reconhecido pela irreverência conceptual e pelo humor crítico, Abrantes acrescenta densidade autoral a esta edição.

Em “Corça”Maria Lima constrói uma narrativa de transformação e identidade. Já “Lembra de Mim”, de Bárbara Barreto, Caroline Soares e João Cadima, propõe uma reflexão sobre memória coletiva e afetos, cruzando diferentes linguagens visuais num trabalho colaborativo.

Com “Sombras de Nós Próprios”Pedro Serrazina, um dos nomes mais consistentes da animação portuguesa e presença regular no festival, apresenta uma obra que aprofunda temas de introspeção e alteridade, através de uma abordagem visual marcadamente expressiva.

“Amarelo Banana”, de Alexandre Sousa, aposta numa linguagem vibrante e contemporânea, explorando o potencial simbólico da cor e do ritmo narrativo. Por sua vez, “Cão Sozinho”, de Marta Reis Andrade, aborda a solidão urbana e os vínculos invisíveis que nos unem, numa curta de forte carga emocional.

A competição fica completa com “Porque Hoje é Sábado”, de Alice Eça Guimarães, realizadora cujo percurso tem sido reconhecido pela sensibilidade estética e pela exploração poética do quotidiano.

A Competição Portuguesa Vasco Granja reafirma-se como um espaço privilegiado de afirmação e projeção da animação portuguesa, que nesta edição se encontra em grande destaque: serão exibidos 47 filmes portugueses ao longo do festival, 21 deles em competição. A Monstra é composta pela Competição Internacional de longas-metragens, competições de curtas, curtíssimas (filmes até 2 minutos), estudantes e pela primeira vez, de médias-metragens. Ao todo serão apresentados 490 filmes numa edição que celebra a Natureza e a Sustentabilidade, programando várias retrospetivas e homenageando o cinema da Letónia.

Em Lisboa, o Festival Monstra realiza-se no Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa e e Cinema City Alvalade. A MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa conta com o apoio do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, Instituto do Cinema e do Audiovisual, Europa Criativa MEDIA e da Câmara Municipal de Lisboa.

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