Um documentário em estreia nacional sobre as migrações pós-coloniais, uma conversa dedicada às mulheres que a História esqueceu e uma viagem pelos novos talentos do cinema português. São estes alguns dos primeiros momentos que marcam o programa de Warm-up da 13.ª edição do Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival. Mas há mais, já a partir de 4 de Novembro, até dia 22. E a entrada é livre:
O Forte de Peniche como Primeira Casa | 4 de Novembro | 18h00 | ISCTE-IUL
O Warm-up arranca com a estreia nacional de O Forte de Peniche como Primeira Casa, documentário de Bianca Dias que revisita as experiências de famílias provenientes das ex-colónias que chegaram a Portugal entre 1977 e 1982.
Vamos Falar das Mulheres que a História Apagou | 10 de Novembro | 18h00 | Sala de Âmbito Cultural do El Corte Inglés
No dia seguinte, há uma conversa entre Pedro Vieira e Anabela Mota Ribeiro sobre mulheres cujos contributos foram esquecidos, secundarizados ou simplesmente excluídos de narrativas históricas dominantes.
Sete Curtas Portuguesas | 13 de Novembro | 18h30 | Atmosfera M
Uma oportunidade para descobrir algumas das realizadoras em afirmação no panorama cinematográfico nacional, que certamente vão marcar o futuro do cinema português. A sessão reúne curtas-metragens apresentadas na secção Começar a Olhar de anteriores edições do Festival.
Shortcutz Lisboa: uma antevisão do Festival | 17 de Novembro | 21h00 | Shortcutz Lisboa
Este é um dia especialmente importante, com a habitual curta escolhida e a conversa com os destaques desta edição. Um primeiro olhar sobre a programação do Festival.
Mulheres, Terra, Revolução | 20 de Novembro | 21h00 | Avenidas – Um Teatro em Cada Bairro
Que histórias ficaram por contar sobre o papel das mulheres nos processos de transformação social e política do país? O documentário de Rita Calvário e Cecília Honório recupera memórias e percursos muitas vezes afastados do centro da narrativa histórica, numa sessão seguida de conversa com as realizadoras.
My Sextortion Diary | 21 de Novembro | 21h00 | Avenidas – Um Teatro em Cada Bairro
O que acontece quando uma experiência de violência digital é transformada numa forma de resistência? Distinguido na edição anterior do Festival, o filme de Patricia Franquesa parte de uma experiência pessoal para reflectir sobre privacidade, exposição e poder na era digital.
Vozes de Mulheres no Cinema Georgiano Contemporâneo: Identidade, Infância e Retratos | 22 de Novembro | 17h00 | Escola do Largo
Uma viagem ao cinema realizado por mulheres na Geórgia contemporânea. Entre memórias de infância, questões de identidade e retratos íntimos, esta sessão revela algumas das vozes mais estimulantes de uma cinematografia ainda pouco conhecida do público português.
Territórios Herdados. O que herdamos e o que levamos connosco? | 22 de Novembro | 17h15 | Casa Capitão, Sótão
Entre a performance, a conversa e o cinema, esta sessão propõe uma reflexão sobre memória, herança e pertença. Um encontro em torno das histórias, lugares e experiências que recebemos e que moldam a forma como olhamos o mundo.
A 13.ª edição dos Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival decorre de 23 de Novembro a 2 de Dezembro, sob o mote Tecendo Histórias Colectivas.
A Eslovénia é o país-convidado, e a Cinemateca Portuguesa acolhe, nos dias 23 a 25, uma mostra dedicada a cineastas eslovenas, com obras de Sonja Prosenc, Sara Kern, Ester Ivakić, Urša Menart e Petra Seliškar, algumas delas presentes em Lisboa.
Dia 26 de Novembro, no Cinema São Jorge, Life in a Beat (2026), de Amerissa Basta, assinala a inauguração oficial do Festival. O encerramento fica a cargo de Nomad Shadow (2025), de Eimi Imanishi, dia 2 de Dezembro.
Sobre:
Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival é o mais antigo festival de cinema no feminino em Portugal e o único dedicado à cinematografia dos países do Mediterrâneo. O festival é um projecto de Olhares do Mediterrâneo – Associação Cultural e CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia.
