O FESTIVAL MIMO celebra este ano uma dupla efeméride: 10 anos de presença em Portugal e a estreia na cidade de Guimarães. Entre as novidades da edição de 2026 junta-se agora o primeiro FESTIVAL MIMO DE CINEMA, uma mostra que leva ao Largo Condessa do Juncal, entre 27 de junho e 2 de julho, uma programação cinematográfica proveniente de várias geografias, marcada por estreias nacionais, convidados especiais e uma programação que percorre diferentes territórios da criação, reunindo retratos de artistas e movimentos culturais. Esta mostra, que conta com o Cineclube de Guimarães como parceiro, é o culminar de uma vontade há muito acalentada de acrescentar ao MIMO uma sólida componente cinematográfica que, desde o início, faz parte do seu ADN. Ao longo de mais de duas décadas, o MIMO exibiu mais de 450 filmes ligados ao universo musical.
O Festival MIMO DE CINEMA será a porta de entrada do MIMO Guimarães, aproximando o público dos artistas, das linguagens culturais, das histórias e dos universos criativos que estarão presentes no âmbito da ampla programação musical (de 3 a 5 de julho) e nas mais de 60 atividades agendadas, como o fórum de ideias, o programa educativo, o MIMO para crianças e o roteiro cultural.
“A forte relação entre cinema e música é uma das marcas distintivas desta edição, evidenciada pela presença de documentários dedicados a importantes figuras da cultura brasileira – como Dona Onete, Fernanda Abreu ou Alaíde Costa – e não só. A programação privilegia ainda obras cinematográficas recentes de vários países que habitualmente permanecem fora do circuito comercial e podem agora ser apreciadas em Guimarães”, concretiza a curadoria do FESTIVAL MIMO DE CINEMA, Lu Araújo (que assume também a direção artística do FESTIVAL MIMO) e Gabriela Carriço.
Ao longo de seis noites, o público poderá assistir gratuitamente a documentários premiados em importantes festivais em Portugal e no mundo, muitos destes apresentados pelos seus realizadores, produtores e protagonistas. Alguns dos artistas presentes no grande ecrã integram também a programação dos concertos ao longo do fim de semana seguinte, reforçando o diálogo entre cinema e música e consolidando o MIMO como um espaço único de cruzamento entre linguagens artísticas, culturas e experiências.
Entre os principais destaques estão quatro estreias nacionais que mergulham em universos marcantes da cultura brasileira. É o caso de “DONA ONETE – MEU CORAÇÃO NESTE PEDACINHO AQUI” (30 de junho) de Mini Kerti, retrato da professora, sindicalista e guardiã dos saberes amazónicos Dona Onete que se tornou uma referência na música aos 72 anos; “FERNANDA ABREU – DA LATA 30 ANOS, O DOCUMENTÁRIO” (1 de julho) de Paulo Severo, uma viagem pelos bastidores de um dos álbuns mais influentes da música brasileira dos anos 90; “MACALÉIA” (30 de junho), de Rejane Zilles, que revisita a amizade criativa entre Jards Macalé e Hélio Oiticica e “A NOITE DE ALAÍDE” (2 de julho), de Liliane Mutti, documentário que integrou o Marché du Film do Festival de Cannes 2026. A presença deste último documentário assume um significado particularmente especial no contexto do FESTIVAL MIMO. Protagonizado por Alaíde Costa, uma das vozes mais importantes da história da música brasileira, figura pioneira da Bossa Nova ao lado de João Gilberto, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, o documentário recupera uma trajetória artística marcada pela resistência, talento e reconhecimento tardio. O público do MIMO terá a oportunidade rara de conhecer a artista para além do ecrã, já que Alaíde Costa sobe ao palco do Paço dos Duques de Bragança, a 4 de julho, ao lado de dois dos grandes nomes da música instrumental brasileira, Cristovão Bastos e Mauro Senise.
A programação inclui ainda produções recentes que refletem a diversidade cultural que caracteriza o universo MIMO como “AS AVENTURAS DE ANGOSAT” de Resem Verkron e Marc Serena e “FILHOS DO MEIO – HIP HOP À MARGEM “, sobre as origens do rap na Margem Sul do Tejo (27 de junho); “NOVA’78” (28 de junho), de Aaron Brookner e Rodrigo Areias, apresentado após uma destacada passagem pelo circuito cinematográfico internacional e nacional; “SOL MENOR” de André Silva Santos e “The Blind Couple From Mali” de Ryan Marley (29 de junho) dedicado à célebre dupla africana de blues, pop e soul do Mali, Amadou & Mariam; “ISSO É KUDURO – DJ TEM BICHA” (1 de julho) da realizadora e dj Indira Mateta sobre o produtor musical angolano que ajudou a impulsionar a explosão do kuduro nos anos 2000.
Ao promover encontros entre realizadores, artistas e público, o FESTIVAL MIMO DE CINEMA reforça a vocação multidisciplinar do festival, cria pontes entre diferentes expressões artísticas e aproxima o público de histórias que raramente chegam aos circuitos convencionais de exibição.
Num ano particularmente simbólico para o MIMO em Portugal, Guimarães torna-se cidade-palco de uma experiência cultural diversa onde o cinema, a música, o património arquitetónico e histórico, dialogam de forma única, ampliando o espírito de descoberta e partilha que está na sua génese. Esta mostra reforça assim a missão do Festival enquanto plataforma internacional de criação, circulação artística e formação de públicos, contribuindo para a afirmação de Guimarães como território de excelência cultural e de diálogo entre patrimónios, comunidades e expressões artísticas contemporâneas.
O FESTIVAL MIMO tem como parceiros institucionais a Câmara Municipal de Guimarães, o Turismo de Portugal e o Turismo do Porto e Norte de Portugal.
Sabe mais aqui.
