A homenagem que a Cinemateca Portuguesa dedica a Brigitte Bardot (ícone do cinema francês que morreu em 2025) passa por mostrar várias das facetas – dos diferentes lados, por assim dizer – que compuseram esta figura magnética do grande ecrã, antes de o deixar por uma vida dedicada à causa animal.
O Lado B.B., apresentado em colaboração com a Festa do Cinema Francês, decorre de 1 a 17 de outubro e explora, naturalmente, os filmes que marcaram a eclosão da atriz na Nouvelle Vague, como ET DIEU… CRÉA LA FEMME (do primeiro marido Roger Vadim, 1956), LA FEMME ET LE PANTIN (de Julien Duvivier e com António Vilar, 1958), LA VÉRITÉ (Henri-Georges Clouzot, 1960, o papel preferido de Bardot), VIE PRIVÉE (filme de Louis Malle de 1961, no auge da glória da atriz) ou LE MÉPRIS (Jean-Luc Godard, 1963).
A outra face do ciclo é um desvendar de um outro lado de Bardot, menos difundido do que os filmes acima mencionados. Este é o lado dos documentários (como LE PARTI DES CHOSES: BARDOT / GODARD), dos westerns (entre o spaghetti de LES PÉTROLEUSES, com Claudia Cardinale, e o único de Sean Connery, SHALAKO) e, em especial, o seu lado musical. A carreira musical de Brigitte Bardot decorre de 1963, ano em que lança o seu álbum de estreia homónimo, até 1968, ano do lançamento de Show e Bonnie and Clyde, este último com Serge Gainsbourg. A exploração do entrecruzar da sua carreira musical com o cinema desdobra-se pelo ciclo através: da apresentação do SPÉCIAL BARDOT, uma compilação feita para a televisão francesa dos seus telediscos da autoria de François Reichenbach (cineasta algo esquecido da Nouvelle Vague); da exibição de A SIMPLE FAVOR, de Paul Feig, um thriller cómico e irreverente que contém três canções de Bardot (incluindo um dueto com Gainsbourg); e da projeção de um “videoclipe-surpresa” em cada sessão do ciclo. “Shebam! Pow! Blop! Wizz!”, eis Bardot no seu lado B(.B.).
O programa completo do ciclo Lado B.B. pode ser consultado aqui.

