Prémios entregues no Doclisboa 2026

Prémios entregues no Doclisboa 2026

Cinema Português Doclisboa Notícias

Competição Internacional

Na Competição Internacional, o Grande Prémio Cidade de Lisboa foi atribuído a Car la Lune, de Éric Baudelaire, um filme que, segundo o júri, “celebra os sons e as imagens do cinema aceitando a presença e ausência do mundo visual”.

O Prémio Doclisboa do Júri da Competição Internacional distinguiu Noli me tangere, de Ghassan Salhab, pela “precisão cirúrgica com que o realizador retrata camadas da história libanesa”.

Já o Prémio Médicos Sem Fronteiras – Portugal do Júri para Melhor Realização da Competição Internacional foi atribuído a João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, pelo filme 13 Alfinetes, cujos realizadores, segundo o júri, “alcançam um grau de riqueza imaginativa e invenção cinematográfica que o júri simplesmente não podia ignorar”.

Competição Portuguesa

Na Competição Portuguesa, o Prémio Doclisboa para Melhor Filme foi atribuído, por unanimidade, a A Voz de Todos – Jornal do Fundão, de Manuel Mozos, uma obra que o júri considera “um farol de democracia, liberdade de expressão, resistência ao fascismo e um apelo à coesão social”.

O Prémio Sociedade Portuguesa de Autores do Júri da Competição Portuguesa distinguiu Hipogeus, de Raul Domingues, numa deliberação em que o júri evocou um haiku de Matsuo Bashō: “Por um instante recolhido / Entre a cachoeira e as rochas / Início do verão”.

O júri da Competição Portuguesa atribuiu ainda uma Menção Honrosa a Povo e Poder, de Ico Costa, afirmando que o filme se lança “aos rostos, gestos e sonhos de um povo repetidamente expropriado do seu próprio poder”.

O Prémio Escola – ETIC para Melhor Filme da Competição Portuguesa foi também atribuído a Povo e Poder, descrito como “um retrato sincero, de notável domínio técnico e narrativo, de uma visão extremamente clara e concisa”.

Competição Verdes Anos

Na Competição Verdes Anos, o Prémio Conserveira de Lisboa para Melhor Filme da Competição Verdes Anos foi atribuído a A Fossa, de Manuel Ferreira, um filme que impressionou o júri “pela sua liberdade narrativa, pela sua forma lúdica e ousada e pela sua calorosa apreciação das pessoas e dos lugares”.

O Prémio Pedro Fortes para Melhor Filme Português nos Verdes Anos distinguiu Ponto de Fuga, de Rita Torres, uma obra que impressionou o júri “pela sua mestria, criatividade e rigor”.

O júri atribuiu ainda uma Menção Honrosa a Square of the Unseen, de Theodore Selekos, considerando que “ali reside uma poesia realista nas sombras da luz metropolitana”.

Competições transversais

Nas competições transversais, o Prémio Revelação UPF Barcelona School of Management –Barcelona Film Society foi atribuído a Promised Spaces, de Ivan Marković, pela “sua notável fotografia e pela sua exploração incisiva das divisões sociais e económicas”.

O júri atribuiu ainda uma Menção Honrosa a An Incomplete Calendar, de Sanaz Sohrabi, acompanhada de uma deliberação poética que termina com a pergunta: “Who owns yesterday?” (A quem pertence o ontem?).

O Prémio Lugares de Trabalho Seguros e Saudáveis, atribuído pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, foi entregue a Sometimes Sadness, Sometimes Rebellion, de María Aparicio, uma obra que, segundo o júri, “magistralmente ancorada na materialidade do real, recorda-nos como o papel dos cineastas é o de confrontar e questionar o aqui e agora do presente”.

Já o  Prémio para Melhor Curta-Metragem distinguiu Chronicle of Tiredness, de Natalia Marín, um filme em que “grandes planos de pavimentos gastos, azulejos partidos e fissuras entre os materiais revelam uma história material do progresso que se desmorona”. O filme vencedor será pré-nomeado para o Óscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Melhor Documentário de Curta-Metragem.

Prémios do público

Nos prémios do público, Os Continuadores da Revolução, de Pedro Neves, venceu o Prémio RVA Legal Partners Direitos e Liberdades. Por sua vez, Casa do Artista – Não é Permitido Envelhecer, de Solveig Nordlund foi distinguido com o Prémio do Público Canais TVCine.

Encerramento da 24.ª edição

Após o encerramento do festival, a programação do Doclisboa prolonga-se com oportunidades para descobrir alguns dos filmes desta edição. Na próxima semana, as obras premiadas serão exibidas no Cinema Ideal, nos dias 26, 27 e 28. Para mais informações sobre as sessões e os horários, acompanhe o site e as redes sociais do festival. No dia 30 de Outubro, às 20h00, terá lugar uma sessão de reposição de  Povo e Poder, de Ico Costa, na Culturgest. Na Cinemateca Portuguesa, prossegue, por mais alguns dias, a retrospectiva dedicada a Lino Brocka. O Doclisboa regressa em 2027, de 14 a 24 de Outubro.

Júri

Competição Internacional: Álvaro Arroba, Declan Clarke, Lynne Sachs, Margarida Gil e Vasco Câmara

Competição Portuguesa: Andrea Bussmann, Dorota Lech e Leonardo Mouramateus

Competição Verdes: Anos Agnes Meng, Bingham Bryant e Nabil Aouad

Prémio Revelação: Universidade Pompeu Fabra Ana Vilaça, Khavn e Mark Peranson

Prémio Lugares de Trabalho Seguros e Saudáveis: Annely Tank, Rui Pires e Susana Moreira Marques

Prémio Escola – ETIC: André Lino, Beatriz Almeida, Charlie Chaves, Jéssica Alves e Maria Saldanha

O Prémio para Melhor Curta-Metragem é atribuído pelo júri da Competição Portuguesa.

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