Competição Internacional
Na Competição Internacional, o Grande Prémio Cidade de Lisboa foi atribuído a Car la Lune, de Éric Baudelaire, um filme que, segundo o júri, “celebra os sons e as imagens do cinema aceitando a presença e ausência do mundo visual”.
O Prémio Doclisboa do Júri da Competição Internacional distinguiu Noli me tangere, de Ghassan Salhab, pela “precisão cirúrgica com que o realizador retrata camadas da história libanesa”.
Já o Prémio Médicos Sem Fronteiras – Portugal do Júri para Melhor Realização da Competição Internacional foi atribuído a João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, pelo filme 13 Alfinetes, cujos realizadores, segundo o júri, “alcançam um grau de riqueza imaginativa e invenção cinematográfica que o júri simplesmente não podia ignorar”.
Competição Portuguesa
Na Competição Portuguesa, o Prémio Doclisboa para Melhor Filme foi atribuído, por unanimidade, a A Voz de Todos – Jornal do Fundão, de Manuel Mozos, uma obra que o júri considera “um farol de democracia, liberdade de expressão, resistência ao fascismo e um apelo à coesão social”.
O Prémio Sociedade Portuguesa de Autores do Júri da Competição Portuguesa distinguiu Hipogeus
O júri da Competição Portuguesa atribuiu ainda uma Menção Honrosa a Povo e Poder, de Ico Costa, afirmando que o filme se lança “aos rostos, gestos e sonhos de um povo repetidamente expropriado do seu próprio poder”.
O Prémio Escola – ETIC para Melhor Filme da Competição Portuguesa foi também atribuído a Povo e Poder, descrito como “um retrato sincero, de notável domínio técnico e narrativo, de uma visão extremamente clara e concisa”.
Competição Verdes Anos
Na Competição Verdes Anos, o Prémio Conserveira de Lisboa para Melhor Filme da Competição Verdes Anos foi atribuído a A Fossa, de Manuel Ferreira, um filme que impressionou o júri “pela sua liberdade narrativa, pela sua forma lúdica e ousada e pela sua calorosa apreciação das pessoas e dos lugares”.
O Prémio Pedro Fortes para Melhor Filme Português nos Verdes Anos distinguiu Ponto de Fuga, de Rita Torres, uma obra que impressionou o júri “pela sua mestria, criatividade e rigor”.
O júri atribuiu ainda uma Menção Honrosa a Square of the Unseen, de Theodore Selekos, considerando que “ali reside uma poesia realista nas sombras da luz metropolitana”.
Competições transversais
Nas competições transversais, o Prémio Revelação UPF Barcelona School of Management –Barcelona Film Society foi atribuído a Promised Spaces, de Ivan Marković, pela “sua notável fotografia e pela sua exploração incisiva das divisões sociais e económicas”.
O júri atribuiu ainda uma Menção Honrosa a An Incomplete Calendar, de Sanaz Sohrabi, acompanhada de uma deliberação poética que termina com a pergunta: “Who owns yesterday?” (A quem pertence o ontem?).
O Prémio Lugares de Trabalho Seguros e Saudáveis, atribuído pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, foi entregue a Sometimes Sadness, Sometimes Rebellion, de María Aparicio, uma obra que, segundo o júri, “magistralmente ancorada na materialidade do real, recorda-nos como o papel dos cineastas é o de confrontar e questionar o aqui e agora do presente”.
Já o Prémio para Melhor Curta-Metragem distinguiu Chro
Prémios do público
Nos prémios do público, Os Continuadores da Revolução, de Pedro Neves, venceu o Prémio RVA Legal Partners Direitos e Liberdades. Por sua vez, Casa do Artista – Não é Permitido Envelhecer, de Solveig Nordlund foi distinguido com o Prémio do Público Canais TVCine.
Encerramento da 24.ª edição
Após o encerramento do festival, a programação do Doclisboa prolonga-se com oportunidades para descobrir alguns dos filmes desta edição. Na próxima semana, as obras premiadas serão exibidas no Cinema Ideal, nos dias 26, 27 e 28. Para mais informações sobre as sessões e os horários, acompanhe o site e as redes sociais do festival. No dia 30 de Outubro, às 20h00, terá lugar uma sessão de reposição de Povo e Poder, de Ico Costa, na Culturgest. Na Cinemateca Portuguesa, prossegue, por mais alguns dias, a retrospectiva dedicada a Lino Brocka. O Doclisboa regressa em 2027, de 14 a 24 de Outubro.
Júri
Competição Internacional: Álvaro Arroba, Declan Clarke, Lynne Sachs, Margarida Gil e Vasco Câmara
Competição Portuguesa: Andrea Bussmann, Dorota Lech e Leonardo Mouramateus
Competição Verdes: Anos Agnes Meng, Bingham Bryant e Nabil Aouad
Prémio Revelação: Universidade Pompeu Fabra Ana Vilaça, Khavn e Mark Peranson
Prémio Lugares de Trabalho Seguros e Saudáveis: Annely Tank, Rui Pires e Susana Moreira Marques
Prémio Escola – ETIC: André Lino, Beatriz Almeida, Charlie Chaves, Jéssica Alves e Maria Saldanha
O Prémio para Melhor Curta-Metragem é atribuído pelo júri da Competição Portuguesa.
