A história do rapaz de madeira mais conhecido em todo o mundo já teve imensas adaptações, em diversos formatos, e agora chegou a vez do realizador Guillermo del Toro trazer ao cinema a sua visão da personagem Pinóquio, cuja primeira aparição se deu em 1883, no romance “As Aventuras de Pinóquio”, escrito por Carlo Collodi.
Esta adaptação numa animação com base na técnica de stop motion, apresenta uma técnica sublime e diversos traços característicos nas personagens e criaturas que del Toro tanto adora criar e exibir, mas não é somente técnica. É muito mais que isso.
A narrativa consegue, por um lado, criar um ambiente único a uma história que já foi contada milhentas vezes, e isso em si já representa uma árdua tarefa, assim como adicionar outros pontos de vista e perspectivas narrativas, com temas como a guerra, imaturidade, solidão, amizade, fraternidade e paternidade a entrelaçarem-se de forma exímia no conto/fábula, e transportando a narrativa para o universo do espectador. Tudo isto junto só poderia resultar num filme muito bem realizado e que consegue tocar no coração do público, através de uma história que todos nós já conhecemos (ou pensamos conhecer).
Pequenos a graúdos, julgo que este filme irá agradar à maioria das pessoas, sendo bastante familiar nesse sentido, e poderá revelar-se numa boa aposta por parte da Netflix para esta época de premiações no cinema (tendo já sido nomeado a 3 Globos de Ouro, incluindo na categoria de Melhor Filme de Animação, onde julgo ser o favorito), assim como a nível de visualizações, chegando já a atingir o topo dos filmes mais vistos da Netflix em diversos países, incluindo Portugal.
Recomendo vivamente esta obra, por tudo aquilo que já mencionei aqui, com destaque para a sua maturidade e envolvência. Um excelente filme de Guillermo del Toro.
Classificação: 5 em 5 estrelas. Texto escrito por André Marques.
