Estive a remoer na melhor maneira de descrever The Furious. Um excelente filme de sexta-feira à noite pejado de ação com laivos absurdo-cómicos e uma ambiência a puxar ao horror sobrenatural típico dos noventas… Não?
Ok, imagine-se um Taken em esteroides com um protagonista mudo, danado para a porrada e uma filha criança que dá luta aos captores e adota o espírito kung-fu na senda de uma escapatória para a liberdade – a sua e de outras crianças raptadas que caíram numa rede de tráfico.
The Furious acerta os timings como poucos, alimenta um sentido de ritmo com duelos acesos entre heróis, vilões e anti-heróis através de cortes e movimentos de câmara ultracoreografados que revelam mestria e sincronia nos golpes. Os ingredientes para uma boa vingança – família, investigação e malvadez com crianças que ficam com o indicador no bis a demonstrar que para lá de um submundo do crime há um CEO de fato que demora a dar a cara na versão mais “final boss”.
Numa noite quente e entusiasta de MotelX, na maior Sala do Cinema São Jorge, houve suspiros e gargalhadas num delírio coletivo que acolheu The Furious a potenciar uma “friday night fever” sem fim à vista…
Texto escrito por Manuel Seatra.

